Polícia faz reconstituição da morte de soldado da PM baleado na cabeça enquanto trabalhava, em Aparecida de Goiânia

Simulação durou 2h30 e contou com a participação dos três militares que estavam junto da vítima no dia do crime. Walisson Miranda Costa, de 28 anos, foi alvejado e chegou a ser socorrido, mas não resistiu.


A Polícia Civil realizou uma reconstituição da morte do soldado da Polícia Militar Walisson Miranda Costa, de 28 anos, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. Ele foi alvejado com um tiro na cabeça enquanto trabalhava, dentro de uma viatura descaracterizada da Comando de Policiamento Especializado (CPE), no último dia 22.
A simulação ocorreu na noite de terça-feira (1º) e durou cerca de 2h30. Além de seis peritos e membros da Polícia Técnico-Científica, também participaram os outros três militares que estavam com Walisson no dia do crime. A delegada Cybelle Tristão explicou a importância do procedimento.
"É realizada toda a dinâmica de acontecimentos do fato, como ele se deu, velocidade que os veículos estavam. Então isso é a reprodução. Não é para identificar a autoria, é para traçar a dinâmica em que os fatos ocorreram”, pondera.
Foi simulado, em uma das etapas, a trajetória da bala disparada pelo autor do crime, bem como a reação dos policiais, que teriam dado um tiro contra o veículo onde estavam os assassinos. O perito José Francisco de Souza Júnior disse que o relato de uma testemunha, que disse ter ouvido o disparo, foi fundamental para o trabalho.
"Teve pessoas que não viram o fato, mas ouviram alguma coisa. Dentro disso, elas disseram que ouviram alguns disparos de arma. O que a gente fez aqui foi simular o mesmo disparo que ela diz ter ouvido e para confirmar se o local onde ela estava era audível. E também se esse disparo ela conseguia distinguir de outros sons”, pontua.

Crime

O soldado foi assassinado na noite do último dia 22, quando fazia patrulhamento no Anel Viário. Ele chegou a ser socorrido e levado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), mas não resistiu. Outro policial levou um tiro de raspão no ombro. Ele foi liberado após atendimento médico.
De acordo com a PM, os atiradores estavam a bordo de uma caminhonete preta e fugiram após os tiros. O veículo foi encontrado posteriormente, abandonado às margens da GO-040. Ninguém foi preso ainda.

Desabafo

“Eu quero justiça. Eu quero saber quem atirou no meu filho. Quem tirou a vida do meu filho? É isso que eu quero. Eu não vou sossegar enquanto eu não souber quem atirou no meu filho”, disse.
O quarto de Walisson está como ele deixou. A mãe não pretende mexer em nada, por enquanto. Lá estão vários objetos que mostram a paixão dele pela profissão, além de fardas e um quadro com uma foto do jovem que a mãe segura com orgulho e saudade.
“É um buraco que faz dentro da gente. Não ouvir seu filho te chamar de mãe ou mamãe mais, é doído demais. Eu só queria um pouco mais tempo para ficar com o meu filho. Não consigo comer. Parece que está ali o tempo todo na minha frente”, lamenta.
FONTE: G1

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